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	<title>Valério Farias &#187; trabalho</title>
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	<description>(Tecnologia + Negócios) = :)</description>
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		<title>Vamos honrar Galileu!</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Aug 2009 18:44:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valrio Farias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pense nisso!]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
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		<description><![CDATA[Vou falar um pouquinho do que foi talvez a maior quebra de paradigma que já passamos. Se não foi a maior, mas foi muito significativa, em que a verdade passou a ser definida através da experimentação, que realmente comprovava as hipóteses ou as descartava. Vou falar um pouquinho sobre Platão, Aristóteles e finalmente Galileu. Calma, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vou falar um pouquinho do que foi talvez a maior <strong>quebra de paradigma</strong> que já passamos. Se não foi a maior, mas foi muito significativa, em que a verdade passou a ser definida através da experimentação, que realmente comprovava as hipóteses ou as descartava. Vou falar um pouquinho sobre Platão, Aristóteles e finalmente Galileu. Calma, não é debate sem sentido não, trata-se de argumentos vitais para tomarmos decisões mais justas atualmente. Começaremos então por Platão.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 162px"><img title="platão" src="http://i716.photobucket.com/albums/ww163/valeriofarias/platao.jpg" alt="Platão" width="152" height="202" /><p class="wp-caption-text">Platão</p></div>
<p>Platão considerava mais importante filosofar sobre as formas do triângulo do que observar o mundo à sua volta. Isso se dava porque ele considerava o mundo natural inferior ao mundo das idéias.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 218px"><img title="Aristóteles" src="http://i716.photobucket.com/albums/ww163/valeriofarias/Aristoteles.jpg" alt="Aristóteles" width="208" height="280" /><p class="wp-caption-text">Aristóteles</p></div>
<p>Aristóteles, discípulo de Platão, deixou sua marca na história da ciência, porque discordou do seu mestre. Ele foi um dos primeiros a ir contra o desprezo filosófico pelo mundo natural.</p>
<p>Aristóteles dedicou à natureza uma atenção metódica e um requintado registro de suas observações.</p>
<p>Também usou sua lógica recém codificada para estudar a causa de cada coisa que observava e assim dar-lhe uma explicação racional e consistente. A partir dele a observação científica ganhou seu caráter particular, que a diferencia do olhar apenas curioso com que os homens sempre contemplaram o mundo. A observação científica é metódica, ou seja, segue um método, regras que definem o que, como e quando observar de modo a obter o máximo de informação e aprendizado sobre o que se observa.</p>
<p>Mas faltava algo no modo de fazer ciência de Aristóteles. A observação metódica e a conclusão racional, por si só, não garantem uma explicação correta sobre as causas e mecanismos dos fenômenos, uma vez que não podemos ter certeza se todos os fatores que influenciam o fenômeno em questão foram devida e corretamente observados e analisados.</p>
<p>É aqui onde entra<strong> Galileu</strong>. Com sua atitude, Galileu introduzia ao método científico uma de suas mais indispensáveis características &#8211; <strong>não basta uma boa observação e explicação de um fenômeno, é preciso que experimentos metódicos validem esta observação e explicação.</strong></p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 200px"><img title="Galileu" src="http://i716.photobucket.com/albums/ww163/valeriofarias/galileu.jpg" alt="Galileu Galilei" width="190" height="254" /><p class="wp-caption-text">Galileu Galilei</p></div>
<p>Com Galileu a ciência ganhou um requisito a mais, agora ela se tornou experimental. O conhecimento a partir dele é obtido de modo empírico, ou seja, pela observação e experimentação do que percebíamos na natureza.</p>
<p>Foi com esta convicção que Galileu desafiou outro dogma aristotélico, a idéia vigente na época de que a Terra era o centro do universo e que o sol e as estrelas giravam em torno dela (geocentrismo). Esta idéia não era de Galileu, pois já havia sido anteriormente proposta de modo elaborado por Copérnico e Kepler. Porém com suas experimentações ele conseguiu comprovar a falha na teoria geocentrica e apesar de ser silenciado na época pela autoridade da inquisição, suas idéias permaneceram até hoje e cada pessoa que trabalha em uma instituição de ensino superior atualmente deve ter pelo menos a consciência que todo esse formato atual de ver o mundo foi bastante influenciado por Galileu.</p>
<p>Depois disso o homem passou a tomar consciência que o mundo não gira em torno dele, que não passamos de poeira se formos comparados com o universo a nossa volta, que dependemos de diversos fatores que muitas vezes nem imaginamos para continuarmos vivos.</p>
<p>Depois dessa introdução vamos ao que interessa. <strong>Se não passamos de poeira cósmica então vamos pelo menos ter uma noção do que a poeira é capaz, seja no ambiente de uma instituição acadêmica ou na sociedade em geral.</strong></p>
<p>Devemos lembrar que uma única partícula de poeira, pode danificar todo o sistema de armazenamento do disco rígido.</p>
<p>Vamos fazer uma analogia dessa partícula de poeira com os egos super-inflados dos profissionais que não sabem o verdadeiro significado do título e se deixam levar por aparência, estatus e se escondem atrás dos cargos (eu falo sobre isso no meu post: <a href="http://geyserway.com/papo-de-nerd-caindo-na-real/">caindo na real sobre a carreira</a> ).  Para piorar ainda mais a situação, existem algumas pessoas com espírito de porco, que não se esforçam para criar uma visão sistêmica (falo sobre visão sistêmica no post: <a href="http://geyserway.com/chega-de-tanta-reclamacao/">chega de tanta reclamação</a>)  e participativa. Esse tipo de pessoa só sabe reclamar de tudo ao redor e não faz nada para melhorar o que está ao seu lado.</p>
<p>Esse tipo de profissional tem a mesma característica nociva que a poeira tem quando está presente dentro do HD. Quando esse tipo de profissional é valorizado em qualquer instituição, o ambiente fica poluído, injusto e e desumano. Assim como Galileu teve que admitir coisas que ele sabia que não era verdade na inquisição, esse sistema passa a idolatrar profissionais por meio de métodos que não são comprovados empiricamente. Esse formato está preso à lógica aristotélica de que basta que faça sentido ou que tenha lógica para ser comprovado, deixando a experimentação de lado.</p>
<p>Atrazos podem acontece em um país devido essa visão míope, sem experimentação. Um caso aqui no Brasil é a tentiva de <a href="http://akitaonrails.com/2009/08/22/off-topic-maldita-lei-de-regulamenta-o-est-de-volta">regulamentar a profissão de analista de sistemas</a> , dizendo que só poderá ser exercída por quem tiver passado pela faculdade da área de tecnologia (ciência da computação e afins). Lembrando que houveram também outras <a href="http://www.akitaonrails.com/2008/04/19/off-topic-vamos-todos-impedir-a-regulamenta-o-da-profiss-o-de-analista-de-sistema">tentativas</a>.</p>
<p>Isso é um retrato da visão aristotélica ainda presente. Se colocarmos as idéias de Galileu para funcionar, facilmente detectaremos que entre os maiores profissionais da informática, estão os que estudaram por conta própria (autodidatas), que não se identificaram com o sistema engessado das universidades e também profissionais de diversas outras áreas como Física, Matemática e Engenharia (Esse argumento de profissionais de outras áreas e outros argumentos são detalhados <a href="http://www.fzort.org/mpr/stuff/contra-a-pls-607-07.html">nessa carta</a>).</p>
<p>Uma lei dessa é um atrazo para o País, pois nivela por algo que não comprova capacitação e comprometimento profissional (título), nivela na maior parte das vezes por baixo e isso é um retrossesso.</p>
<p>Agora vamos voltar a falar um pouco mais sobre a poeira.</p>
<p>Se individualmente somos compovadamente insignificantes comparados ao que existe ao nosso redor então a única coisa que poderá nos fortalecer e nos dá um propósito maior é que as nossas relações sejam baseadas no respeito, na consciência de que não somos perfeitos, na consciência de que temos que fazer algo para mudar para melhor os ambientes em que frequentamos. Agindo dessa forma encontramos uma parte do sentido da nossa existência que tanto buscamos e passamos a nos sentir integrados, úteis e finalmente humanos.</p>
<p>Uma analogia que podemos fazer é uma duna na praia, um só grão de areia não poderia dar conta. A única forma de se conseguir a beleza natural de uma duna é por meio de milhoes de grãos em conjunto.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img title="Dunas" src="http://farm3.static.flickr.com/2115/1721292145_c05057b09a.jpg" alt="Dunas de Genipabu - Fonte:Sônia Furtado" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Dunas de Genipabu - Fonte: Sônia Furtado</p></div>
<p>Colocando esse paradigma para a instituição de ensino significa que todos os integrantes da instituição devem ser tratados primeiro como seres humanos e segundo pelas tarefas que estão executando. Você pode está pensando:  Cadê o título? O título não entra nesse paradigma, pois estamos usando o método de experimentação iniciado por Galileu. Então vamos continuar a discussão sobre experimentação.</p>
<p>Apesar do título servir para contratação no nosso país. Devemos nos lembrar do principal papel de uma instituição de ensino: <strong>preparar os estudantes para o futuro.</strong></p>
<p>Baseado nessa premissa iremos detectar de forma contínua se os professores com os maiores títulos estão realmente preparando os alunos, construindo uma relação baseada na liderança, na participação ativa dos alunos, enfim, criando um formato mais humano de aprendizado.</p>
<p>Fazendo esse experimento podemos detectar até que ponto aquele profissional realmente está vestindo a camisa da instituição e está contribuindo para o seu crescimento. Passaremos do <strong>formato aristotélico</strong> de <strong>&#8220;Tenho o título portanto sou bom e o universo gira em torno de mim&#8221;</strong>. Para <strong>&#8220;Consegui minha titulação, porém isso quer dizer que agora minha responsabilidade com relação as pessoas e o ambiente ao meu redor aumenta, tenho que me comportar com respeito, tendo consciência de que sozinho não sou nada e preciso orientar as pessoas ao meu redor para que possamos crescer em conjunto.&#8221;</strong></p>
<p>No exemplo que coloquei anteriormente da lei dos profissionais de informática, fica claro que ela não tem base na experimentação e tudo que não puder ser comprovado por experimentação é duvidoso e pode ser prejudicial para a nossa sociedade. No caso da lei é óbvio que ela nivelaria os profissionais de informática de nosso país por baixo, colocando gente incompetente (Obs.: Nem todos são incompetentes, o argumento é que o título não garante competência) para assumir cargos só porque elas possuem um pedaço de papel que não condiz com a realidade, já que a realidade só pode ser comprovada com a experimentação, aquela mesma que Galileu nos deixou de presente.</p>
<p>Quero repetir agora o título do post: <strong>Vamos honrar Galileu!</strong> Isso quer dizer vamos honrar suas idéias e questionar idéias enlatadas, vamos nos permitir e só aceitar algo depois de experimentações. Vamos tomar consciência que não passamos de poeira, que um único ser quando age de forma mesquinha, pode causar danos a todo um ambiente de trabalho, sociedade, mas que nossas forças em conjunto pode nos impulsionar para nosso crescimento como seres humanos.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 235px"><img title="Why " src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/51/Whytheluckystiff.jpg/225px-Whytheluckystiff.jpg" alt="Why the lucky stiff" width="225" height="208" /><p class="wp-caption-text">Why the lucky stiff</p></div>
<p>Para finalizar quero repetir aqui uma frase do &#8220;<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Why_the_lucky_stiff">why the lucky stiff</a>&#8221; ou simplesmente _Why, que é um artista e um excelente programador, tiradas do seu twitter que foi deletado:</p>
<blockquote><p>When you don&#8217;t create things, you become defined by your tastes rather than ability. your tastes only narrow &amp; exclude people. so create.</p>
<p>Quando você não cria coisas você acaba definido por seus gostos ao invés de suas habilidades. Seus gostos só reduzem sua visão e excluem pessoas. então crie.</p></blockquote>
<p>Páginas pesquisadas:</p>
<p><a href="http://educacao.uol.com.br/filosofia/ult3323u40.jhtm">História da ciência parte 1</a><br />
<a href="http://educacao.uol.com.br/ciencias/ult1686u50.jhtm">História da ciência parte 2</a></p>
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		<title>Papo-de-Nerd: Caindo na Real sobre a carreira</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 17:12:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valrio Farias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Papo de Nerd]]></category>
		<category><![CDATA[Carreira]]></category>
		<category><![CDATA[faculdade]]></category>
		<category><![CDATA[nerd]]></category>
		<category><![CDATA[reputação]]></category>
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		<description><![CDATA[No Papo de Nerd de hoje, vou mostrar para você um outro trecho da conversa que tive com meu amigo Macelo. Você vai ver muitas coisas interessantes sobre a forma de ver o desenvolvimento de software, sobre o mercado de trabalho, sobre curso de graduação, enfim, sobre carreira. Fique com o texto:
Valério diz:
Um livro ótimo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No Papo de Nerd de hoje, vou mostrar para você um outro trecho da conversa que tive com meu amigo Macelo. Você vai ver muitas coisas interessantes sobre a forma de ver o desenvolvimento de software, sobre o mercado de trabalho, sobre curso de graduação, enfim, sobre carreira. Fique com o texto:</p>
<blockquote><p><strong>Valério diz:</strong><br />
Um livro <strong>ótimo</strong> para você ler: <a href="http://gettingreal.37signals.com/GR_por.php">Getting Real.</a></p>
<p><strong>Macelo diz:<br />
</strong>Qual o tema do livro?</p>
<p><strong>Valério diz:<br />
</strong>Independente da linguagem de programação que você usar, <a href="http://gettingreal.37signals.com/GR_por.php">Caia na Real</a>.<br />
É sobre como fazer projetos de softwares Reais.<br />
<strong><br />
Macelo diz:<br />
</strong> rsrsr.<br />
Entendo.<br />
Passei por uma experiência.<br />
É de UML? ou de outra modelagem?</p>
<p><strong>Valério diz:<br />
</strong> A linguagem de programação é só uma parte. A maior dificuldade é atingir vazios do mercado e de uma forma que ninguém possa imitar a curto prazo.<br />
É algo diferente de UML, inclusive no texto mostra muitos pontos negativos sobre  focar demais na modelagem, incluindo UML.<br />
É sobre a vida real de programadores produtivos.<br />
Sobre fazer somente o que for realmente útil.<br />
Sobre detectar e eliminar os gargalos que acabam destruindo nossa produtividade.</p>
<p><strong>Macelo diz:<br />
</strong> humm,<br />
Gostei.<br />
Vou ler.</p>
<p><strong>Valério diz:<br />
</strong>Não é sobre procurar a forma perfeita (modelar tudo antes de desenvolver) é sobre fazer as coisas funcionarem e ficar flexível para mudanças (cair na real).</p>
<p><strong>Macelo diz:</strong><br />
Isso é muito bom, porque as pessoas se alienam no que aprendem. Não querem conhecer outras coisas e se negam a experimentar.</p>
<p><strong>Valério diz:<br />
</strong>Esse livro me fez rever vários conceitos que aprendi na faculdade. Algumas vezes a faculdade mostra alguns conceitos como certos, ao invés de como possibilidades, o item sobre UML foi um deles.<br />
A faculdade, às vezes, tenta criar ou defender formas próprias de ver o mundo e se distancia da realidade. Depois tenta criar cargos para que as pessoas possam ganhar dinheiro repetindo essas distorções. Repito, isso acontece às vezes. Também você encontra ótimos Profissionais lá. A UML também é usada com sucesso por diversas empresas. O meu questionamento é que ela deve ser mostrada como um recurso, como uma possibilidade que pode ou não ser efetiva dependendo do contexto. No meu caso prefiro o ponto de vista mostrado no <strong>Getting Real</strong>. Cada pessoa deve comparar e usar o que funcionar melhor para si, ou para sua empresa.</p>
<p><strong>Macelo diz:<br />
</strong> uhumm<br />
Gostei, li um pedaço agora.<br />
E trata realmente coisas inúteis (às vezes) na UML<br />
Fale mais sobre a sua experiência com a faculdade.</p>
<p><strong>Valério diz:<br />
</strong>Faculdade é o ambiente que abre as portas, o local de fazer amizades por área de afinidade. É também o local para você obter as referências de livros interessantes que você pode voltar a pesquisar depois.<br />
Ou seja, é só o primeiro passo.</p>
<p><strong>Macelo diz:<br />
</strong> Sempre os institutos são os primeiros passos.<br />
Ouço isso desde de mais jovem,<br />
desde a sexta-série.</p>
<p><strong>Valério diz:<br />
</strong> Na verdade, primeiros passos para um boa parte. Pois tem vários casos de pessoas que largaram a faculdade e fundaram suas empresas de sucesso.<br />
Mas não é fácil repetir a façanha, por isso eu preferi ganhar um tempo na faculdade. <img src='http://valeriofarias.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><strong>Macelo diz:<br />
</strong> uhumm.<br />
Sempre tem as excessões.<br />
A faculdade é o caminho mais fácil e garantido &#8230;</p>
<p><strong>Valério diz:<br />
</strong> Pelo contrário, a faculdade é um caminho entre vários e sem garantia ( <img src='http://valeriofarias.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' />  )<br />
<strong>A única garantia é você mesmo!<br />
</strong>Fazer os contatos certos, tomar as decisões certas, se envolver com coisas que te deixe empolgado na maior parte do tempo. E continuar persistindo em seus objetivos utilizando o velho método das tentativas junto com alguns relatos de mentores bem sucedidos.</p>
<p>Já vi muita gente formada que não está feliz no emprego depois da formatura.<br />
Já escutei: <strong>&#8220;Trabalho em algo que não tem nada a ver com o que eu queria, e não gosto. Trabalho por que preciso.&#8221;</strong></p>
<p>Particularmente acho essa forma de ver o trabalho complicada. Qualquer trabalho tem algo a oferecer de bom para quem exerce o cargo. A pessoa pode passar um tempo que ajuda a instituição a crescer e também cresce junto com ela. Em paralelo, o profissional deve procurar o seu caminho, estudando, visitando congressos, conferências, conhecendo pessoas na sua área de afinidade, até chegar o dia de dar o próximo passo. Se despedir com um abraço do anterior, desejar sucesso e seguir seu caminho.</p>
<p>Pode existir também uma incompatibilidade dos valores pessoais com os valores da instituição, nesses casos o mais importante é procurar o mais rápido possível um ambiente que cujos valores coincidam com o seu.</p>
<p><strong>Macelo diz:<br />
</strong> Mas sem a faculdade, fica mais difícil até de sobreviver.</p>
<p><strong>Valério diz:<br />
</strong> Fica e não fica, depende do que você quer para você.</p>
<ol>
<li>O <a href="http://akitaonrails.com">Akita</a> deixou a faculdade e é super bem sucedido atualmente.</li>
<li>Conheço o dono de um mercadinho, no bairro onde eu morava, que nunca fez curso superior, mas também nunca teve comportamento medíocre, todo dia batalhava, juntava seu dinheiro. Em alguns anos ele já tinha renda de diversas casas que ele comprou e colocou para aluguel. É um caso de sucesso, dentro dos limites que ele desejou da vida.</li>
</ol>
<p><strong>Macelo diz:<br />
</strong> Mas quantos abandonam no Brasil e viram marginais.<br />
Esses casos que você contou são excessão.<br />
É mais fácil conseguir alguma coisa na faculdade do que fora.<br />
Não estou dizendo que foi um golpe de sorte deles.</p>
<p><strong>Valério diz:</strong><br />
Tudo bem, mas para ser uma excessão eles fugiram da média. Eles sempre se comportaram como uma excessão. A excessão não aparece como mágica.</p>
<p><strong>Macelo diz:<br />
</strong> Eu sei, como você me disse, é da pessoa.<br />
Mesmo tendo tudo, se não quiser vencer, perde.</p>
<p><strong>Valério diz:<br />
</strong>O mercado do emprego é baseado na titulação, por isso a faculdade é importante. Mas, é <strong>necessário</strong> <strong>compreender</strong> algumas <strong>características</strong> para não se tornar um profissional medíocre. Vou te mostrar agora que características são essas.</p>
<p><strong> Quando você termina sua faculdade, poderá seguir de maneira geral, dois caminhos:</strong></p>
<ul>
<li> Mercado de trabalho, seja como empregado ou fundando sua empresa.</li>
<li> Seguir carreira acadêmica: professor, pesquisador, cientista.</li>
</ul>
<p>Em qualquer um desses caminhos você pode escolher entre ser um <strong>profissional</strong> (p minúsculo = medíocre) ou um <strong>Profissional</strong> (P maiúsculo = com reputação a zelar).</p>
<p>Os profissionais (medíocres) geralmente se escondem atráz de cargos e do título e gastam tempo excessivamente com estatus. <strong>Eu defino estatus como uma taça de cristal. Ela é incrivelmente linda. Mas, com qualquer desleixo seu, ela cai da sua mão, quebra, corta seu pé e o de quem está do seu lado.</strong><br />
O título só indica que você passou pela faculdade, não há garantias que você seja um bom profissional. O título é algo momentâneo, não algo contínuo. Se a pessoa não continuar se atualizando, a faculdade não vai valer de nada.</p>
<p>Se você for escolher um profissional pela sua qualidade, rapidamente vai perceber que título é parecido com a faixa do artista marcial: <strong>só serve para enfeitar as calças</strong>. Já vi muitos alunos menos graduados vencerem, alunos mais graduados. A faixa na cintura não é garantia de nada. Cada luta é algo único. Somente com persistência ele vai começar a vencer a maioria das lutas, daí ele sai da média e começa a ser um vencedor.</p>
<p>De forma oposta, o Profissional (P maiúsculo) baseia sua carreira e sua vida, em sua reputação. Para definir <strong>reputação</strong> eu pego emprestado o conceito de <strong>Ponto de Referência</strong> de <strong>Edmour Saiani</strong>: <strong>Fazer algo único, de uma forma que ninguém possa te imitar no curto prazo, sempre!</strong><br />
É estar sempre um passo a frente. É estar sempre inovando, sempre se reinventando. No popular é mostrar pra que veio! O Profissional não perde tempo se lamentando, pois sabe que ele pode escolher onde quer atuar. Quando os problemas aparecem eles encaram como obstáculos e aprendem no caminho.</p>
<p>Geralmente quem está começando a carreira, ainda está indeciso no que realmente quer fazer. Eu sugiro que faça sim a Faculdade de sua escolha. Mas faça o curso pensando grande. Pensando em sua reputação, pensando que ela é apenas o primeiro passo e que depois você terá que caminhar com suas próprias pernas. <strong>Faça o curso pensando em ser futuramente o Profissional (P maiúsculo) que tem uma reputação a zelar, que tem brilho próprio e que os outros possam crescer junto com você.</strong></p>
<p><strong>Macelo diz:<br />
</strong>Valeu pelas dicas.</p></blockquote>
<p>Existem outras divisões do empregado: trabalhar em pequenas ou grandes corporações. Como também do empresário: montar firma de produtos, serviços ou ser um consultor, tudo isso é muito bem explicado por Saiani em seu  post com o tema: <a href="http://pontodereferencia.com.br/edmoursaiani/?p=7">Onde trabalhar? A decisão mais importante da sua vida.</a></p>
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