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	<title>Valério Farias &#187; servir</title>
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		<title>Perdemos clientes por causas idiotas?</title>
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		<pubDate>Fri, 29 May 2009 15:50:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valrio Farias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pense nisso!]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[atendimento]]></category>
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		<category><![CDATA[essência]]></category>
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		<description><![CDATA[Li, recentemente uma entrevista na revista Istoé  com Jan Garavaglia, uma médica americana de 53 anos, que acaba de lançar o livro Como não morrer! Esse livro foi resultado de 20 anos trabalhando como legista. Ela constatou que as pessoas morrem muitas vezes por coisas tolas, entre elas temos:

 acidentes causados por falar no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Li, recentemente uma <a href="http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2058/artigo131842-1.htm" target="_blank">entrevista na revista Istoé </a> com <strong>Jan Garavaglia</strong>, uma médica americana de 53 anos, que acaba de lançar o livro <strong>Como não morrer!</strong> Esse livro foi resultado de 20 anos trabalhando como legista. Ela constatou que as pessoas morrem muitas vezes por coisas tolas, entre elas temos:</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><img title="perder clientes" src="http://farm4.static.flickr.com/3008/2942096816_3b7d5c1cbb_m.jpg" alt="por: www.flickr.com/photos/kamshots/" width="240" height="159" /><p class="wp-caption-text">por: www.flickr.com/photos/kamshots/</p></div>
<ul>
<li> acidentes causados por falar no celular enquanto dirigimos.</li>
<li> pressão alta, que é uma doença facilmente tratável, mas desde que façamos checkups para detectar</li>
<li> tapetes em casa de idosos em que o escorregão pode ser fatal, entre outras coisas que vocês podem ver lendo a reportagem.</li>
</ul>
<p>Agora volto para o tema do nosso post: <strong>será que, de forma semelhante aos acidentes fatais, perdemos clientes por causas que podem ser facilmente evitadas?</strong></p>
<p>Vou compartilhar com vocês alguns casos que passei recentemente:</p>
<ol>
<li>Aluguei um apartamento e o encontrei em condições deploráveis, aleguei que não tinha condições de continuar no apartamento, mas o dono do prédio não devolveu o calção e ainda falou que o problema era meu. Sorte minha que o corretor viu o meu prejuízo e fizemos um acordo em que ele me devolveu uma parte justa do dinheiro, ficarei eternamente grato a esse corretor, me viu primeiro como ser humano e consequente como cliente.</li>
<li>Aluguei outro apartamento e fui muito bem atendido. A secretária me falou que eu receberia o contrato em no máximo uma semana e por debaixo da porta. Passou-se quase o prazo do aluguel (1 mês) e eu precisei pegar o contrato na imobiliária.</li>
<li>Eu pedi por telefone uma água mineral de marca X  e o mercadinho mandou marca Y, para não ser indelicado aceitei, só que eles repetiram o mesmo erro pela segunda vez.</li>
<li>Chamei um taxi que faz viagens inter-municipais e o taxista não podia naquele dia, mas me indicou outro taxista que podia. Esse outro me ligou e falou que quando chegasse perto do meu bairro ligava para eu avisar a ele os pontos de referências. Só que, ele deu só um toque de telefone e na segunda vez quando atendi a ligação foi a cobrar, desliguei na mesma hora. Por fim fez uma ligação normal e finalmente me pegou no local que avisei.</li>
<li>Entrei em uma loja em um shopping center e uma atendente repetiu pelo menos umas 4 ou 5 vezes se eu queria fazer o cartão da loja, claro que ela era paga para conseguir mais pessoas aderindo e não para atender bem e me dar o que eu estava precisando.</li>
</ol>
<p>Para prosseguirmos, vou colocar alguns pontos que <strong>Edmour Saiani</strong> coloca como essenciais em seu livro <strong>Ponto de Referência, </strong>para tomarmos como parâmetros:</p>
<ul>
<li><strong>ótimo atendimento e oferecer o que o cliente realmente esteja precisando</strong></li>
<li><strong>prioridade sempre nas pessoas e nos serviços que possam ser úteis para essas pessoas</strong></li>
<li><strong>gostar de servir e ver o cliente satisfeito ao invés de querer dinheiro a qualquer custo.<br />
</strong></li>
</ul>
<p>O outro parâmetro que posso colocar são dos princípios imutáveis e atemporais que devemos ter para ganharmos confiança e enfrentemos as diversidades diárias, eles já foram citados no meu post sobre o review do livro <a href="http://geyserway.com/review-do-livro-reinventando-voce/">Reinventando você</a> de <strong>Carlos Alberto Júlio:</strong></p>
<p><strong>Justiça, coragem, serviço, humildade, integridade, dignidade humana, contribuição, crescimento, empowerment, alinhamento de idéias e criação de valor</strong>.</p>
<p>Por motivos didáticos vou resumir todos esses valores com a expressão: <strong>Gostar de servir</strong>. Já que quem gosta de servir e é reconhecido por suas ações, com certeza possuem todas essas características e as deixam transparecer no seu dia-a-dia. <strong>Gostar de servir é uma foto da essência do ser, não é algo superficial.</strong></p>
<p>Agora vamos voltar para as situações e detectar a intensidade delas:</p>
<ul>
<li>O primeiro caso é o mais grave, o apartamento em um estado inabitável e o dono com sua visão imediatista perdeu um cliente pelo resto da vida, além de ganhar uma fonte de propaganda negativa também pelo resto da vida.</li>
<li>O segundo caso, a atendente criou todo um clima de sonho, de ótimo serviço e não cumpriu com o prometido, me deixando frustrado por algo que seria facilmente resolvido, somente entregar o contrato no local e período que foi combinado. Porém ela percebeu a falha e contornou, sem que eu falasse nada, com serviços diferenciados, quando resolveu um problema que estava tendo com energia de imediato. Ela conseguiu me reconquistar.</li>
<li>O terceiro caso, a loja de conveniência se &#8220;queimou&#8221; por R$3,50, que é o valor da águar mineral. Não custava nada dizer que não tinha. O dono preferiu seguir a linha do &#8220;se colar colou&#8221;. O resultado é que eu facilmente fui atráz de outra loja que vendia a marca de água que eu queria.</li>
<li>O quarto caso, ficou claro que o taxista estava querendo economizar a qualquer custo fazendo a ligação à cobrar. Essa é provavelmente a última viajem que faço com ele.</li>
<li>O quinto caso, a moça não tinha culpa, o sistema da empresa a obrigava a seguir metas que são muito prejudiciais para própria empresa. Eu acho que se eu for bem atendido, tiver serviços adicionais e for conquistados pela empresa, naturalmente vou querer procurar esse cartão da empresa. Eles estão colocando a &#8220;carroça na frente dos bois&#8221; e isso gera problema no longo prazo.</li>
</ul>
<p>Claro que trata-se de pouquíssimos casos (5 exemplos). Ao invés de uma pesquisa de 20 anos como <strong>Jan Garavaglia</strong> fez. Portanto é impossível dar uma resposta definitiva e efetiva.Quem sabe eu consiga, no futuro saber opiniões mais detalhadas com Edmour Saiany, Fred Alecrim (faz parte do time da Ponto de Referência em Natal-RN) ou com Carlos Alberto Julio. <img src='http://valeriofarias.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><strong>Mas o que já podemos constatar nesses casos é que podemos perder clientes por relapsos, esquecimentos e também por causas mais graves que estão na essência do ser humano.</strong> Nesses 5 exemplos a maior parte foram falhas graves em que faltava valores essenciais como honestidade, compromisso, respeito e profissionalismo. Resumindo faltou o <strong>gostar de servir.</strong></p>
<p>Mesmo em tão poucos casos é possível fazer boas escolhas. Eu, se tivesse na condição de empregador, contrataria:</p>
<ul>
<li> a moça que cometeu falhas superficiais, mas contornou com serviços uteis.</li>
<li>o corretor que me chamou para negociar uma saída que ficasse justa para os dois, pois ele também tinha saído no prejuízo.</li>
<li>a moça que me ofereceu o cartão. Não contrataria de imediato, mas daria uma chance já que a culpa maior é do sistema que ela é obrigada a seguir. É possível que se o sistema for modificado ela também modifique se coincidir com sua essência.</li>
</ul>
<h3>A essência do ser não muda do dia para a noite, portanto o importante é contratar o sorriso (Walt Dysney), ou a generosidade e a gana (Edmour Saiani) e treinar as técnicas para eliminar os problemas superficiais, os lapsos, equivocos e falta de conhecimento.</h3>
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