<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Valério Farias &#187; equívocos</title>
	<atom:link href="http://valeriofarias.com/tag/equivocos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://valeriofarias.com</link>
	<description>(Tecnologia + Negócios) = :)</description>
	<lastBuildDate>Tue, 29 Mar 2011 21:07:52 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.9.2</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>A escola às vezes ERRA Feio!</title>
		<link>http://valeriofarias.com/a-escola-as-vezes-erra-feio/</link>
		<comments>http://valeriofarias.com/a-escola-as-vezes-erra-feio/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 29 May 2009 18:36:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valrio Farias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pense nisso!]]></category>
		<category><![CDATA[Pra refletir]]></category>
		<category><![CDATA[equívocos]]></category>
		<category><![CDATA[erro]]></category>
		<category><![CDATA[escola]]></category>
		<category><![CDATA[formação]]></category>
		<category><![CDATA[princípios]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://geyserway.com/?p=91</guid>
		<description><![CDATA[Em alguns momentos a escola insiste em propagar pontos de vistas que podem ser nocivos para a evolução efetiva dos alunos, pontos de vistas incoerentes com o objetivo de formar pessoas que possam ser úteis para a sociedade. Logo abaixo vou mostrar o fato com o ponto de vista equivocado que será detalhado no decorrer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em alguns momentos a escola insiste em propagar pontos de vistas que podem ser nocivos para a evolução efetiva dos alunos, pontos de vistas incoerentes com o objetivo de formar pessoas que possam ser úteis para a sociedade. Logo abaixo vou mostrar o fato com o ponto de vista equivocado que será detalhado no decorrer do texto.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><img title="De volta para escola" src="http://farm1.static.flickr.com/66/204934333_7738d2e5a9_m.jpg" alt="por http://www.flickr.com/photos/52636849@N00/" width="240" height="195" /><p class="wp-caption-text">por http://www.flickr.com/photos/52636849@N00/</p></div>
<p>O fato ocorreu em um colégio de ensino médio. Já vi a mesma cena em colégios públicos e privados: Certo dia, um professor do quadro escolar teve que faltar e por esse motivo uma professora teve que assumir a responsabilidade de dar aula em 2 turmas no mesmo horário.</p>
<p>A professora entrou na sala do 1º ano e fez o seguinte acordo: “Pessoal, eu terei que continuar a aula no 2º ano, mas vou deixar uma atividade com vocês e ninguém pode sair da classe. Quando eu retornar vocês poderão ir para casa mais cedo”.</p>
<p>Quando a professora retornou, percebeu que tinha 3 alunas na porta da sala, então ela pediu para que elas voltassem para o local delas e <strong>falou para a turma que, como eles não tinham cumprido o acordo de ficarem quietos em seu locais, todos teriam que ficar na sala a tarde inteira.</strong> Um aluno ainda questionou: <strong>&#8220;Professora, mas quem desobedeceu foram elas, porque teremos que pagar pelo erro delas”</strong>. A professora respondeu de volta: <strong>&#8220;Somente elas desobedeceram, mas meu acordo foi com todos vocês, e os demais que não estavam na porta erraram por omissão”</strong>. A conversa finalizou e todos os alunos foram punidos por causa de um erro cometido por 3 alunas.</p>
<p>Não entrarei no juízo de valor de apontar se a atitude foi ou não errada. Já que perante as leis vigentes, cada instituição é livre, dentro dos princípios morais, de utilizar regras e instruções próprias, para que possam dar conta de seus objetivos com efetividade.</p>
<p>Vou concentrar meus argumentos somente nas possíveis conseqüências que a atitude acima pode causar nos alunos em curto ou longo prazo.</p>
<p>Os adolescentes, em sua fase escolar, na maioria ainda são dependentes dos pais ou de algum familiar, é obvio que não se trata de pessoas autônomas, que podem responder pelos próprios atos. O bom senso universal e as leis do estado partem do ponto de vista de que eles precisam passar por um estágio de amadurecimento e instrução até que estejam prontos para conviver ativamente na sociedade.</p>
<p>A escola em certo sentido é um microuniverso que servirá como auxiliar para o amadurecimento dos jovens. E como todo microuniverso terá suas normas, regras de conduta, processos e etc. Só que, é muito importante que esse microuniverso seja o máximo possível coerente com a realidade externa (mundo externo à escola) para que o aluno possa ter uma preparação que não gere desconfortos quando, no futuro tiver que se deparar com a vida real do mercado de trabalho.</p>
<p>O que podemos constatar é que a atitude da professora de punir todos devido ao erro de uma minoria, não existe no macro-universo da vida real. Qualquer ambiente de trabalho no qual o aluno vá fazer parte no futuro segue no geral o seguinte padrão: <strong>“Elogios públicos, punições individuais e em particular”</strong>.</p>
<p>O ambiente produtivo do trabalho é sábio ao adotar esse paradigma, pois quando ocorre punições em público e pior ainda punições para todos em detrimento de uma minoria cria um clima de tensão e desconfiança no grupo, que pode chegar ao ponto de influenciar na saúde mental e emocional dos integrantes e conseqüentemente diminuindo produtividade, que é o objetivo geral de toda empresa. Já o outro quesito que é elogios públicos. Cria um clima de satisfação para o indivíduo que recebeu o elogio e também um clima geral de competitividade sadia, que é quando todos sabem que quem fizer um pouco mais, poderá ser o próximo a receber o elogio ou o aumento de salário. Claro que existem exceções a essa regra e determinadas empresas exageram nesse paradigma ao ponto da regra ser produtividade a qualquer custo, mas onde quero chegar é que essa é a regra em vigor e tem funcionado bem em uma boa parte dos casos.</p>
<p>Voltando para os alunos. Há uma tendência muito forte que eles sintam problemas de adaptações à futura entrada no mercado de trabalho, devido ter assimilado situações em sua fase de amadurecimento que não fazem parte dessa nova realidade. É uma mudança muito brusca. Não é gradual, nem complementar. É um paradigma oposto. Isso pode influenciar consequentemente na produtividade e na satisfação de ser útil para a sociedade. O ex-aluno pode criar fantasmas e equívocos como <strong>“todo aquele tempo a escola serviu pra que?”</strong>.</p>
<p>É importante relembrar que a professora deve ter autonomia e essa atitude foi coerente com a autonomia que ela deve ter, portanto o que foi feito mesmo que equivocado não deve ser motivo para qualquer reclamação com relação a atitudes passadas da professora. O que quero ressaltar aqui é um ponto de vista diferenciado que se passar a ser adotado poderá contribuir ainda mais com o papel da escola e poderá evitar várias situações constrangedoras nas classes e também evitar vários problemas de adaptações futuras dos alunos às regras da sociedade extraclasse.</p>
<p>Agora, será que ter autonomia significa fazer do jeito que a individualidade quiser? Será que não é importante que essa autonomia esteja baseada em princípios para um bem maior? Para criar um clima de justiça e equilíbrio na sala? Para preparar os jovens com normas coerentes com o dia-a-dia que ele enfrentará no futuro? Se olharmos minuciosamente para a atitude da professora de punir em público e fazer com que a maioria pagasse pelo erro de uma minoria, podemos ver que ela criou uma regra que nem sequer ela própria segue, caindo no ditado <strong>“Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”</strong>, que contribui ainda mais para criar o ambiente hostil. Da mesma forma que ela corrigiu o aluno que reinvidicou justiça (punição somente para quem descumpriu a ordem) dizendo que o acordo dela foi com a classe. Ela também fez um acordo com o estado, na verdade um acordo contratual, e o acordo é o mesmo para ela e para todos os outros professores da instituição e de outras instituições. Só que quando um professor faz algo de errado a instituição não pune todos os professores pelos defeitos de um único, o punido é somente o que praticou o erro.</p>
<p>Ela afirmou também que os demais alunos foram punidos pela omissão. Um dos alunos disse que não iria fazer inimizade por causa disso. Essa atitude do aluno foi no mínimo sábia. Cada aluno está no mesmo nível hierárquico, por isso são chamados de alunos. Além de nenhum deles ter nenhum privilégio com relação ao outro, eles ainda estão em fase de amadurecimento das relações, então em boa parte dos casos não terão o bom senso necessário para lidar com as situações diversas gerando o mínimo de conflitos possíveis. É para isso que existe o professor, que além da instrução, ele é o responsável para criar o clima de equilíbrio e diminuir os conflitos internos da sala.  O aluno utilizou o senso de sobrevivência que todos humanos possuem, pois deduziu que ele ainda iria conviver por muitos anos com o outro aluno, e com o professor conviveria somente em momentos isolados. Outra possibilidade é que os alunos que desobedeceram tivessem um porte físico maior e por isso poderiam exercer algum tipo de influência abusiva sobre os demais alunos, conseqüentemente, por senso de defesa, preferiram se calar. O que nos leva para outro ditado: <strong>“Manda quem pode e obedece quem tem juízo”</strong>. A professora quando julgou por omissão, na verdade exigiu uma tarefa muito perigosa para a saúde emocional e mental dos alunos, pois essa tarefa de intervir no que o outro está fazendo estando no mesmo nível que o outro cria um palco para gerar conflitos, desde simples da sala de aula, até perigosíssimos como cobranças por dívidas a pessoas com má índole.</p>
<p>Tecnicamente a omissão foi da professora, já que a tarefa coerente que ela poderia ter feito seria a punição dos que realmente erraram. E por bom senso os que não disseram nada ela relevaria, pois eles estão somente exercendo o direito deles de sobreviver no microuniverso heterogênio da convivência humana. Ela se omitiu, pois colocou uma tarefa que era para ela fazer ao invés dos alunos. Omitiu-se por pregar uma atitude que sequer ela pratica no ambiente de trabalho que prega punições individuais. Omitiu-se porque as pessoas que servem de espelho para outras devem está constantemente procurando aprimoramento para que seu trabalho seja o mais eficiente e eficaz possível. Se não preparar o jovem para o futuro pelos limites da estrutura de cada colégio, que pelos menos não atrapalhe. É preciso evitar situações onde os alunos possam executar tarefas e receber conceitos que tirem sua criatividade, que dificulte a atuação de forma ativa no futuro dos mesmos na sociedade. Omitiu-se também porque só procurou ver o problema pelo ponto de vista dela, se ela conversasse um pouco mais com o aluno que reinvidicou punição somente para quem errou, poderia detectar talvez que o aluno não se manifestou porque além de está no mesmo nível político do outro, fisicamente fosse de porte menor o que poderia ser uma desvantagem em um confronto direto. Não somente a professora se omitiu, mas a instituição também se omitiu, pois está ajudando a propagar esse conceito equivocado que pode até aniquilar com o progresso de diversos alunos que ainda estão caminhando até chegar à fase autônoma.</p>
<p>Não queria chegar nesse nível de argumentos, mas vou colocar somente para reflexão: Da mesma forma que as pessoas de bem, não pagam pelos erros dos ladrões, estupradores, pessoas de má índole, pessoas que prejudicam as outras. Os alunos no micro-universo da sala de aula, também não merecem ser julgados por erros de uma minoria que não seguiram as regras da instituição.</p>
<h3>Cabe aos professores, aos coordenadores, aos diretores, repensar essas atitudes na sala de aula, para que a escola possa aprimorar o seu papel de preparar os jovens para o futuro, ou em última instância, de pelo menos não atrapalhar o jovem em sua caminhada.</h3>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://valeriofarias.com/a-escola-as-vezes-erra-feio/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

