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	<title>Valério Farias &#187; desenho</title>
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		<title>Papo-de-Nerd: Desenhando com o lado direito do cérebro</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Jun 2009 16:02:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valrio Farias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Papo de Nerd]]></category>
		<category><![CDATA[cérebro]]></category>
		<category><![CDATA[desenho]]></category>
		<category><![CDATA[equilíbrio]]></category>
		<category><![CDATA[intuição]]></category>
		<category><![CDATA[nerd]]></category>
		<category><![CDATA[Scratch]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse é o primeiro post com o tema Papo de Nerd. Quero deixar bem claro aqui que eu tenho sim vida social.   Mas acho que toda pessoa que trabalha com tecnologia ou desenvolvimento de software tem de vez em quando o que eu chamo de surto de nerdice.
E é sobre meus surtos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse é o primeiro post com o tema <strong>Papo de Nerd</strong>. Quero deixar bem claro aqui que eu tenho sim vida social. <img src='http://valeriofarias.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  Mas acho que toda pessoa que trabalha com tecnologia ou desenvolvimento de software tem de vez em quando o que eu chamo de <strong>surto de nerdice</strong>.</p>
<p>E é sobre meus surtos de nerdice que vou falar aqui nessa seção, que tem o propósito de ser bem humorada e de descontrair um pouco.</p>
<p>Esse primeiro surto de nerdice ocorreu quando eu estava lendo e praticando os exercícios do livro: <strong>Desenhando com o lado direito do cérebro</strong> de <strong>Betty Edwards</strong>.</p>
<p>Lá na página 109, tem um exercício-chave que me fez compreender a <strong>diferença</strong> entre ver o desenho de forma específica, sequencial e procurando significado (<strong>lado esquerdo do cérebro</strong>) e ver as linhas, as formas, os espaços vazios, as distâncias entre as linhas, a visão do todo (<strong>lado direito</strong>).</p>
<p>Segundo Betty, o que <strong>atrapalha a nossa evolução no desenho</strong> é a nossa <strong>hiper utilização</strong> do <strong>lado esquerdo do cérebro</strong>, que é responsável pela comunicação verbal, leitura, análise e interpretação. O lado esquerdo a gente pode comandar, pois quando temos vontade de ler um livro simplesmente lemos. Mas o lado direito não é acessado de forma direta, é preciso de um tempo, está mais relacionado com a visão holistica, do todo, da sensação de estar integrado, da intuição. O lado direito só entra em ação quando paramos de achar que todos os problemas do mundo se resolve através do raciocínio lógico (lado esquerdo). Ficamos insistindo nos vícios que a acadêmia científica pode trazer e nunca <strong>relaxamos</strong>. Isso mesmo! A saída é mais fácil do que eu imaginava! Veja esse fato que ocorre comigo:</p>
<blockquote><p>Geralmente quando estou um pouco cansado de programar, vou dar uma caminhada, sem objetivo de competição, sem relógio, simplesmente andar e olhar para o tempo, para a natureza. O resultado é que quase sempre vem alguns insites do problema que estava estressado para resolver e não conseguia, pois meu lado esquerdo do cérebro não deixava o direito ter voz. Fazer atividades que despertam o lado direito nos permite aprender mais e de forma sustentável.</p></blockquote>
<p>Existe um preço alto em hipervalorizar o lado esquerdo do cérebro, como a nossa sociedade faz. Perdemos o poder da intuição, que é algo muito poderoso. O segredo para sair dessa armadilha é o bom senso, saber do seu limite. Claro que não vamos deixar nossas atividades diárias de lado. O que precisamos é tirar um tempinho por semana para fazer atividades que desenvolva os outros sentidos e o lado direito do cérebro. Uma atividade que é bem efetiva nesse objetivo é <strong>desenhar</strong>.</p>
<p>Nossa sociedade é craque em rotular problemas. Quem não sabe ler nem escrever ela chama de analfabeto. Betty questiona que agora estamos numa sociedade de analfabetos em desenho. Isso significa que estamos perdendo muito com essa exclusividade na língua escrita. Estamos deixando de explorar nossa potencialidade que é enorme.</p>
<p>Com essa breve explicação, acho que já deu para cair a ficha da importância de <strong>equilibrarmos a vida</strong> com tarefas que envolvam os <strong>dois lados do cérebro</strong>. Portanto vamos voltar para o nosso Papo de Nerd de hoje:</p>
<p>Como falei, estava fazendo o seguinte exercício (para facilitar olhe a foto):</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 313px"><img src="http://i716.photobucket.com/albums/ww163/valeriofarias/exerciciodesenho.jpg" alt="Exercício de desenho: Créditos para Betty Edwards" width="303" height="400" /><p class="wp-caption-text">Exercício de desenho: Créditos para Betty Edwards</p></div>
<ol>
<li>Colocar uma das mãos para trás, um pouco fechada, de forma que ela fique um pouco engilhada.</li>
<li>Fixar o olhar nas linhas que se formam na pela da mão engilhada e simplesmente desenhar o que está vendo com a outra mão sem olhar para o papel. durante 5 minutos.</li>
</ol>
<p>Até aí tudo bem. O problema é que eu simplesmente <strong>não tinha despertador</strong> para apontar que os 5 minutos se passaram e eu pudesse parar o exercício. Foi então que pensei em fazer um programa de despertador, que tocasse algum som depois de 5 minutos e resolvi fazer usando o <strong><a href="http://geyserway.com/scratch-a-linguagem-de-programacao-mais-simples-que-ja-vi/">Scratch</a></strong>. Já ia abrindo o Scratch no Windows quando me deu o surto:</p>
<h2>Por que não aproveito para instalar o Scratch no meu Laptop que roda Ubuntu!</h2>
<p>Só que o scratch não possui versão estável para linux, existe algumas tentativas mas não são estáveis. Bom, não desanimei não, fui em busca do scratch para linux, baixei os binários e tentei instalar. Aí veio a outra surpreza: Tinha uma lista de pelo menos <strong>11 dependências</strong> que precisavam ser instaladas para que o Scratch pudesse ser instalado. <img src='http://valeriofarias.com/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':(' class='wp-smiley' />  Fiquei um pouco desanimado mas já tinha começado e agora tinha que ir até o fim. Depois de pelos menos <strong>1 hora e 30 minutos</strong> finalmente instalei o Scratch. Logo em seguida fiz o programa do despertador e consegui fazer o exercício. Ufa!</p>
<p>O programa que fiz no Scratch vocês podem ver na figura a seguir:</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 225px"><img src="http://i716.photobucket.com/albums/ww163/valeriofarias/cronometro.jpg" alt="Cronômetro feito no Scratch" width="215" height="153" /><p class="wp-caption-text">Cronômetro feito no Scratch</p></div>
<p>O exercício é excelente, fica claro que me focando em linhas aleatórias, não sobra espaço para o lado esquerdo da análise tentar fazer associações, tentar nomear objetos. Eu simplesmente desenhei, de forma intensa durante 5 minutos. O lado esquerdo não tem afinidade com essa tarefa e ele deixa o lado direito simplesmente fazer o que sabe bem! A nossa sensação de fracasso e cansaço mental quando estamos começando a desenhar é justamente causada por não compreender essa característica do cérebro. Nosso cérebro esquerdo está muito ocupado processando informações, tentando achar sigificados e nós não fazemos o que temos que fazer que é <strong>simplesmente desenhar</strong>, colocar as linhas no papel, visualizar as distâncias entre linhas, esquecer que aquele trecho de desenho é uma mão. Pense em linhas, distancias entre elas, e espaços vazios.</p>
<p>Fico por aqui no meu primeiro <strong>Papo de Nerd</strong> e espero que tenham gostado.</p>
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