Previdência Social e Educação Financeira

Convidamos você a nos acompanhar com “Previdência Social e Educação Financeira”. Previdência Social tem sido um dos grandes temas da atualidade. As mudanças do perfil da população brasileira, que passa por um lento e irreversível processo de envelhecimento, tem levado o governo a constantes ajustes nos critérios de concessão de benefícios previdenciários.

Houve também mudanças nos critérios de concessão ao funcionalismo público. A partir de agora, quem desejar ingressar nos quadros do serviço público da União não terá mais direito a aposentadorias integrais. Por conta disso, foi editada a Lei 12.618 de 30 de abril de 2012 que institui a chamada Fundação de Previdência Complementar para os servidores públicos da União.

Envelhecimento da população, benefícios previdenciários tardios, necessidade de previdência complementar são aspectos que chamam à atenção para a necessidade cada vez maior de planejarmos a vida financeira presente pensando no futuro.

Devemos ser previdentes. Desse modo, conhecer os conceitos básicos e aplicados da Previdência Social nos ajuda a compreender a lógica do sistema e nos impulsiona para um comportamento disciplinado e mais voltado para a poupança do que para o consumo.

Previdência é um assunto diretamente ligado à educação financeira pois envolve uma restrição presente em troca de benefícios futuros. Ocorre que a Previdência não nos beneficia apenas na idade avançada, com a aposentadoria por tempo de serviço. Ela também nos socorre em face de adventos presentes como a doença, o acidente e a maternidade.

Na verdade, a Previdência Social está inserida dentro da chamada Seguridade Social, que consiste num conjunto integrado de iniciativa ações do governo e da sociedade destinadas a assegurar direitos à Previdência, Saúde, e à Assistência Social.

Portanto, ao tratarmos da Previdência Social, devemos partir da Seguridade Social, compreendendo o sistema adotado no Brasil, suas implicações e efeitos práticos para a vida de todos nós.

Apresentaremos os principais aspectos dos benefícios pagos pela Previdência Social, mas não sem demonstrar de que forma esses benefícios são custeados, para que você perceba, como no dito popular, que “o almoço nunca sai de graça”.

Por fim, prestaremos algumas informações importantes sobre os Regimes de Previdência Privada de Caráter Complementar, previstos no artigo 202 da Constituição Federal, focalizando os principais aspectos com os quais você deverá se preocupar ao contratar esses planos.

Pesquisa constata baixo nível de poupança no Brasil

Notícia publicada hoje no jornal Folha de São Paulo apresenta uma informação interessante relacionada à educação financeira no Brasil.

De acordo com os dados apresentados pela reportagem, obtidos a partir de relatório do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial, embora a inserção dos brasileiros no sistema bancário (a chamada bancarização) tenha alcançado mais da metade da população adulta (56% – acima da média de 39% da América Latina), o percentual de pessoas que poupam recursos é muito inferior, estimados em 2 pessoas a cada 10.

Ou seja, embora mais de 50% dos adultos tenham conta bancária, poucos mantém algum tipo de poupança, reserva ou investimento. Ainda de acordo com a pesquisa, esse nível de poupança, na média, seria bem mais elevado em países com renda equivalente à brasileira.

Dessas constatações surge um retrato interessante: o Brasil teria uma bancarização mais aprofundada em relação a seus pares, mas uma menor propensão à realização de poupança. Ressalta o relatório ainda que, entre os brasileiros, os produtos de crédito (e conseqüente endividamento) teriam obtido uma expansão maior que os produtos de poupança.