Chega de tanta reclamação!

Acabei de ler esse post do Walmar que fala de pessoas que vinculam a satisfação ao cumprimento de metas e Walmar comenta que isso é forçar a barra e traz muitos problemas.

Já que se as metas não forem cumpridas isso influenciará negativamente na motivação de quem coloca o humor vinculado a elas. Isso serviu um pouco para eu refletir sobre outro comportamento: O de imaginar que o de fora é melhor e por isso ficar reclamando do que está próximo.

Bom, uma coisa que vejo com uma certa frequência são comentários de pessoas destratando o ambiente no qual frequentam ou trabalham, e as vezes até onde moram. Falando que já estiveram em outras cidades maiores e que lá era muito melhor.

O que se caracteriza é uma ilusão de que o de fora é melhor. Já escutei comentários que o sistema de transporte da capital é ótimo e o da nossa cidade é péssimo. Sobre as técnicas de cursos da capital que envolve mais os alunos e os deixam mais produtivos que o formato da universidade local. entre outros.

Chega uma hora que você começa a cansar de ouvir esse tipo de coisa. Isso me parece mais com atitudes de pessoas que estão presas em suas “zonas de conforto”. E geralmente elas não são produtivas.

Eu gosto de dar uma explicação para essas atitudes como sendo uma forma de externar uma frustração por não se sentir capaz de ser produtivo e não reconhecer a importância das coisa simples, entre elas o discernimento de saber lidar de forma harmônica com as diferenças da vida, seja de personalidades, de atitudes ou de ambientes ou cidades. Além disso, trata-se de uma visão unidirecional e “míope” a respeito do mundo que nos rodeia.

Um bom esclarecimento para “cair a ficha” com relação a esse comportamento seria a compreensão de escassez de recurso além da busca frequente por outros pontos de vista.

Se vocês prestarem a atenção em quem reclama demais, notarão que geralmente possuem características semelhantes. São pessoas que chegaram nesse mundo, encontraram tudo prontinho e não tem nenhum interesse em fazer algo que realmente mude para melhor o meio onde se encontram.

É como se o mundo girasse ao redor delas e elas nunca param para rever essas atitudes que não contribuem em nada para a melhoria tanto do humor individual quanto das suas relações com o meio.

Vivemos num mundo onde temos escassez de recursos, além de termos uma vida curta pela frente. Então uma atitude proativa com relação a isso seria que onde nós estivéssemos, agíssemos como responsáveis pelo gerenciamento dos recursos que estão a nossa disposição.

Ok. Como se faz isso na prática! No caso da mulher que reclamava dos ônibus daqui de Mossoró, seria interessante que ela pelo menos conhecesse a empresa e identificasse um pouco os problemas que ocorrem no gerenciamento dela.

Só aí ela ia perceber que no bairro onde ela mora tem prioridade menor que em outros bairros, pois lá os passageiros preferem pegar o táxi. Isso do ponto de vista de quem gerencia a empresa é algo óbvio, pois se for enviado muitos ônibus para locais onde os passageiros preferem táxi pode levar a empresa à falência.

Uma outra possibilidade seria mudar o ponto de vista do“time is money” onde exige-se horários muito regrados, horas extras, pouca vida social, etc. e passar a adotar um pouco o ”time is life” no qual entra agora a qualidade de vida, em que não é preciso tanta pressa pois não é mais o dinheiro a qualquer custo e sim a felicidade e harmonia com a vida e o dinheiro deve ficar em função da pessoa, não o contrário.

Quanto à pessoa que falava que os cursos de fora eram bem mais interessantes que os da cidade local o que tenho a dizer é que se pensarmos como os gerentes do curso, poderemos fazer o melhor possível dentro dos nossos limites.

Da mesma forma se ele for investigar um pouco o curso, saberá que se tratava de um curso experimental e que estava sendo executado pela primeira vez, ou seja, tinha muito caminho e aprimoramento pela frente.

O curso não poderia ser caro demais e consequentemente sem uma remuneração diferenciada os professores não se sentiriam tão motivados a inovarem nas técnicas de aulas. A turma era muito heterogênea, o que dificulta o planejamento das aulas, já que tinham pessoas de diversos níveis de conhecimento da área.

Quero deixar bem claro que não estou julgando pessoas. Só estou mostrando minha indignação com essas atitudes de ficar só reclamando e se desfazendo das coisas e pessoas ao redor, além de colocar alguns argumentos para que possamos refletir e quem sabe “cair na real” e passarmos a nos ocupar com atitudes mais sadias e produtivas.

Um abraço a todos e lembrem-se que reclamar demais é Roubada!